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terça-feira, 24 de agosto de 2010

OQUE VÉM A SER QUALIDADES DE ORIXÁS

O que vem a ser qualidade?

Na realidade se levarmos em conta o real significado da palavra “qualidade” não usariamos o termo correcto no sentido do dicionário, porém são várias as conotações e denotações na Língua Portuguesa.

Quando os negros chegaram ao Brasil, oriundos de várias cidades e regiões Africanas, levaram com eles várias formas de se assentar os Orixás. Temos como exemplo os que vieram da região do Daomé, a actual República do Benin, onde só faziam os Orixás Nanã, Omulú, e Oxumaré.

Os que vinham da de outras regiões, só faziam os orixás dessa região de onde originavam, como por exemplo, em Oyo só se faziam os vários Xangôs, os provenientes de Ketu, só faziam os Odés e assim por diante.

Ao chegar ao Brasil, esses conhecimentos, que antes faziam parte da sabedoria de uma região específica, de uma cidade ou de uma tribo, passou a ser, todo esse conhecimento, parte de uma só casa. Dessa forma, os Baba ou Iyà, que só sabiam fazer Xangô, por exemplo, começaram a ter acesso aos fundamentos para fazer um Oxóssi, uma Oxum, um Ogum etc.

Se continuarmos a análise veremos também que dentro de uma determinada região que detinha o conhecimento para fazer um Oxóssi, poderia, ainda dentro dessa mesma região, ter diferentes formas e fundamentos no modo de fazer e assentar um mesmo Orixá; foi isso o que veio no Brasil e também em Portugal, a ser reconhecido como o que chamamos QUALIDADE.

Sei que muitos poderão não concordar com a utilização deste termo – QUALIDADE – e também não tenho a pretensão de discordar ou concordar, ou mesmo de passar orôs, discutindo se o termo QUALIDADE estará certo ou errado, porém, caso se prove de facto estar errado, o que importa aqui passar são as várias formas de se conhecer como eram vistos os diversos Orixás, e como eram cultuados nas várias tribos, cidades e regiões Africanas.

Em diversos posts temos vindo a passar alguma informação detalhada sobre as principais qualidades dos 16 principais Orixás cultuados no Candomblé Ketu, e essa tarefa ainda não está concluída, mas pensei que seria importante uma vez mais procurar esclarecer o que são QUALIDADES DE ORIXÁS, devido ao elevado numero de questões e ao teor das mesmas sobre este assunto.

DEFINIÇÕES DOS TIPOS DE IEMANJÁ


São 16 as qualidades, e por possuírem características tão próprias, há quem chegue a considerar que se trata de orixás individuais (independentes) das outras qualidades. Aqui, no entanto, e por não haver concenso quanto a esta questão, e muito estudo e pesquisa ser ainda necessário, vamos encarar como qualidades de um único orixá, tal como fazemos com todos os outros.

Yemanjá Asdgba ou Soba: É a mais velha, manca de uma perna devido a uma luta com Exu, rabugenta, e feiticeira, fala de costas, gosta de fiar seu cristal. Comanda as caçadas mais profundas do oceano, tem afinidade com Nanã. Veste branco.

Yemanjá Akurá: Vive nas espumas do mar, aparece vestida com lodo do mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa. Adora carneiro. Come com Nanã.

Yemanjá Ataramaba: Nessa forma ela está no colo de seu pai Olokun.

Yemanjá Ataramogba ou Iyáku: Vive na espuma da ressaca da maré.

Yemanjá Ayio: Muito velha. Veste sete anáguas para se proteger. Vive no mar e descansa nas lagoas. Come com Oxum e Nanã.

Yemanjá Iya Masemale ou Iamasse: É a mãe de Xangô e quem cuidou de Oxumarê. Esposa de Oranian e muito festejada durante as festas consagradas a seu filho Xangô. As suas contas são branco leitosas, rajadas de vermelho e azul.

Yemanjá Iyemoyo, Awoyó; Yemuo; Yá Ori ou Iemowo: É uma das mais velha, possui ligação com Oxalá, o seu fundamento está no ori, representa a vida, pode curar doenças da cabeça. Veste branco e cristal.

Yemanjá Konla: O seu mito conta que ela afoga os pescadores.

Yemanjá Maleleo ou Maiyelewo: Esta Yemanjá vive no meio do oceano no lugar onde se encontram as sete correntes oceânicas.

Yemanjá Odo: Tem aproximação com Oxum, e vive na água doce sendo muito feminina e vaidosa.

Yemanjá Ogunté: Considerada a nova guerreira, dona da espada, esposa de Ogum ferreiro (Alagbedé) e mãe de Ogum Akorô e Oxóssi. O seu nome significa aquela que contém Ogum. Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras. Traz na cintura um facão e todas as ferramentas de Ogum. Veste branco; azul marinho, cristal, ou verde e branco.

Yemanjá Olossá ou Bosá: Come com Oxum e Nanã. Veste verde-clara e suas contas são branco cristal. É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado.

Yemanjá Oyo: Benéfica, muito feminina, saudada na cerimónia do Padê, veste de branco, rosa e azul claro.

Yemanjá Saba: Fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá.

Yemanjá Sessu, Sesu, Yasessu ou Susure: Ligada à gestação. Voluntariosa e respeitável, mensageira de Olokun, o deus do mar. Vive nas águas sujas do mar e é muito esquecida e lenta. Come com Obaluaiyê e Ogum. Além do próprio assentamento, tem que se assentar Oxum e Obaluaiyê. Veste branco, verde água e suas contas branco cristal.

Yemanjá Yinaé ou Malelé: Aquela que os filhos sempre serão peixes. Também conhecida como Marabô, mora nas águas mais profundas. É a sereia, ligada à reprodução dos peixes; vem sempre a beira do mar apanhar as suas oferendas; está ligada a Oxalá e Exú.

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