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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

MOKAN, XAURÔ E IKODIDÉ

Um breve relato do ritual de iniciação no Candomblé, a feitura no Santo, representa um renascimento, tudo será novo na vida do abiã, ele recebera inclusive um nome pelo qual ele passará a ser chamado dentro da comunidade do Candomblé.

A feitura tem por início o recolhimento. Onde o abiã ficara 21 dias de reclusão, neste prazo são realizados banhos, boris, oferendas, ebós, todo o aprendizado começa, as rezas, as danças, as cantigas, etc.
É feita a raspagem dos cabelos (orô) e o abiã recebe o oxu (representa o canal de comunicação entre o iniciado e o seu Orisà) o kelê, os deleguns, o mokan, o xaorô, os ikan, o ikodidé.

O filho e santo terão que passar por um ritual, onde seu corpo será pintado com o efun (giz).
O filho passará por esse ritual durante sete dias seguidos.

O abiã agora terá que assentar seu Orisà e ofertar lhes os sacrifícios de acordo com as características de cada um. Feito isso passa a se chamar de yàwó.

A festa ritualística é o término desse período denominado de saída de yàwó, nesse momento ele será apresentado à comunidade.

Ele será acompanhado por uma autoridade a frente de todos para que sejam rendidas as homenagens.
Sobre uma esteira, ele saudará com adobáe paó, que são palmas dadas a cada reverência feita pelo yáwó e acompanhadas por todos os presentes, como demonstração que a partir daquele momento ele não estará mais sozinho a sua caminhada. Primeiramente saudará o mundo, neste momento a esteira estará direcionada a porta principal da casa. No seu interior, ele saudará a comunidade e por último, frente aos atabaques que representam as autoridades presentes.

O momento mais aguardado do cerimonial é o Orukó. Neste momento o Orisà dirá o nome de iniciação de seu filho perante todos e também é neste momento que se abre sua idade cronológica dentro de sua vida no Santo.

Após a saída e depois dos 21 dias de recolhimento o yàwó permanecerá de resguarde até a queda de kelê fora do barracão por um período de três meses, neste período ele não poderá utilizar talheres para comer, deve continuar a sentar se no chão sobre a esteira durante as refeições, este proibido de utilizar outra cor de roupa que não o branco da cabeça aos pés, não poderá fazer o uso de bebidas alcoólicas, cigarros, etc. E nem tão pouco sair à noite. E até que se complete um ano, seus preceitos continuarão.

Até que o yàwó complete maior idade no Santo, terá que continuar dia a dia o seu aprendizado e reforçar os seus votos por meio dos preceitos.

KELÉ

O sacerdócio e organização dos ritos para o culto dos Orixá são complexos, com todo um aprendizado que administra os padrões culturais de transe, pelo qual os deuses se manifestam no corpo de seus iniciados durante as cerimônias para serem admirados, louvados, cultuados.

O ritual de iniciação no Candomblé, a feitura no santo, representa um renascimento, tudo será novo na vida do Iyàwó, ele receberá inclusive um nome pelo qual passará a ser chamado dentro da comunidade do Candomblé.

A feitura tem por início no recolhimento. São 21 (vinte e um) dias de reclusão e neste prazo são realizados banhos, boris, oferendas, ebós, todo o aprendizado começa, as rezas, as dança, as cantigas...

E feito a raspagem dos cabelos (orô) e o abiã recebe o oxu (representa o canal de comunicação entre o iniciado e seu orixá), o kelê, os delogun, o mokan, o xaorô, os ikan, o ikodidé. O filho de santo terá que passar agora por um ritual, onde terá seu corpo pintado com giz, denominado efun. Ele deverá passar por este ritual de pintura por 7 (sete) dias seguidos.

O abiã terá agora que assentar seu Orixá e ofertar-lhe sacrifícios de animais de acordo com as características de cada um. Feito isso ele passa a chamar-se Iyàwó.

A festa ritualística que marca o término deste período é denominado Saída de Iyàwó. Neste momento, ele será apresentado à comunidade, sendo acompanhado por uma autoridade à frente de todos para que lhe sejam rendidas homenagens.

Deitado sobre uma esteira, ele saudará com adobá e paó, que são palmas compassadas que serão dadas a cada reverência feita pelo Iyàwó e acompanhada por todos presentes, como demonstração de que a partir daquele momento ele nunca mais estará sozinho em sua caminhada.

Primeiramente saudará o mundo, neste momento a localização da esteira é na porta principal da casa. No seu interior, ele saudará a comunidade e por último, frente aos atabaques que representam as autoridades presentes. Neste primeiro momento o Orixá somente poderá dar o jicá. Só após a queda do kelê, o Orixá poderá dar seu ilá.

O momento mais aguardado do cerimonial é o orukó. Neste momento, o Orixá dirá o nome de iniciação de seu filho perante todos e também é neste momento que abre-se sua idade cronológica dentro de sua vida no santo.

Após a saída e depois dos 21 (vinte e um) dias de recolhimento, o Iyàwó permanecerá de resguardo até a queda de kelê, por um período de 3 (três) meses fora do barracão, neste período ele não poderá utilizar talheres para comer, deve continuar a se sentar no chão sobre a esteira durante as refeições, está proibido de utilizar outra cor de roupa que não o branco da cabeça aos pés, não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas, cigarro. .. E nem tão pouco sair à noite. E até que se complete 1 (um) ano, seus preceitos continuarão.

Até que o Iyàwó complete a maior idade de santo, que é de 7 anos, com todas obrigações devidamente tomadas, terá que continuar dia a dia seu aprendizado e reforçar seus votos por meio das obrigações.

No candomblé, sempre estão presentes o ritmo dos tambores, os cantos, a dança e a comida (Motta, 1991). Uma festa de louvor aos Orixá (toque) sempre se encerra com um grande banquete comunitário (ajeum, que significa "vamos comer"), preparado com carne dos animais sacrificados.

O novo filho ou filha-de-santo deverá oferecer sacrifícios e cerimônias festivas ao final do primeiro, terceiro e sétimo ano de sua iniciação.

No sétimo aniversário, recebe o grau de senioridade (Ûgbïnmi, egbomi, que significa "meu irmão mais velho"), estando ritualmente autorizado a abrir sua própria casa de culto.

Quando o Ûgïnmi morre, rituais fúnebres (asèsè) são realizados pela comunidade para que o Orixá fixado na cabeça durante a primeira fase da iniciação possa desligar-se do corpo e retornar ao mundo paralelo dos deuses (Îrun) e para que o espírito da pessoa morta (egúngún) liberte-se daquele corpo, para renascer um dia e poder de novo gozar dos prazeres deste mundo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SIMPATIAS PARA FINS DIVERSOS

Para atrair sucesso:

Se você for homem, use um Valete de Paus; se for mulher, uma Dama de Paus, colando-a atrás de uma fotografia sua, com a figura voltada para dentro, pondo-a num álbum e esquecendo-a lá, mesmo depois que consiga atingir o objetivo almejado.

Para prosperar nos negócios ou obter prosperidade no emprego:

O naipe de Ouros é quem governa tudo que se relaciona com negócios, ganhos e lucros de um modo geral, mas é um naipe inconstante. Você tem que reforça-lo, utilizando-se dos naipes de Copas e Paus, da seguinte forma:se para prosperar você precisar da simpatia pessoal, de seu carisma, de seu relacionamento com as pessoas, junte um Rei de Copas a sua carta (Valete ou Dama de Ouros, se homem ou mulher).

Se, por outro lado, para seu sucesso você depende da ajuda de familiares ou amigos influentes, junte o Rei de Paus.
Você deve pôr uma carta de frente para a outra, com uma foto sua de corpo inteiro voltada para o Valete ou para a Dama, fechando com o Rei respectivo.
Amarre com uma fita branca, formando uma cruz, arrematando com um nó laçada. Quando obter o que pretendia, desamarre, guarde a foto num álbum e queime as cartas (valete/dama mais o rei), juntamente com a fita.

Nota: Já devem ter percebido que nesta simpatia não se menciona o uso das Cartas de Espada. Em todas as referências encontradas sobre baralhos, o naipe de Espadas simboliza má sorte, sendo muito utilizada nas Simpatias ditas de Magia Negra

Para obter sorte e ter um círculo de amizades fiel

Pelo que analisamos e concluímos, esta é uma das simpatias mais poderosas com o uso do baralho, pois atrai bons amigos, bons negócios, boa sorte, tudo vindo ao seu encontro em abundância.
Simplesmente pegue os quatro Reis do baralho, pondo-os na seguinte ordem: na frente, uma foto sua de corpo inteiro, em seguida, o Rei de Copas, o de Paus, o de Ouros e, por último, o de Espada.
Coloque tudo isso dentro de uma gaveta ou caixa de madeira que deverá ficar sempre parcialmente aberta. Embaixo das cartas e sobre a sua fotografia, espalhe grãos de arroz.


Para conseguir ascender socialmente

Muitas vezes, a ascensão social não depende de você ter dinheiro, poder, prestígio ou sucesso. Depende apenas de você ser aceito na sociedade.
Para conseguir isso, a Simpatia das Quatro Damas é a mais indicada, pois transmite um charme e uma simpatia incríveis a quem a pratica, seja homem ou mulher.
Coloque pela ordem a Dama de Copas, a de Paus, a de Ouros e a de Espada dentro de sua carteira, envolvidas por uma cédula de qualquer valor. Deixe-as num compartimento reservado de sua carteira, longe das vistas das outras pessoas.
Espere um período que varia de quatro dias a quatro meses. Esta simpatia é interessante por um detalhe. Depois de feita, não há como interromper seus efeitos. Mesmo que queime as cartas e a cédula, ela persistirá porque sua força vem da união voluntária das cartas, nada mais.

Para ampliar seu círculo de amizades, mas com cuidado

Esta simpatia tem sido registrada como preferível à anterior, porque oferece uma possibilidade de controle sobre a situação. Ao realizá-la, com o objetivo de ampliar seu convívio social, as alegrias e toda a excitação, você tem como estabelecer em que proporção você quer receber isso, porque o excesso de prazeres pode se transformar num castigo e numa aflição.
Os quatro Valetes são anexados, segundo a ordem já conhecida: Copas, Paus, Ouros e Espada. O de Copas ficará sempre com a figura voltada para cima. Os outros deverão ser invertidos, conforme desejar, na seguinte graduação:

Todas as cartas viradas para frente: excesso e aflições.
Copas para frente e os demais de costas: ótima situação.
Copas e Paus para frente e os demais de costas: boa situação.
Copas, Paus e Ouros para frente, Espada de costas: razoável.
Todas as cartas de costas: fracasso. Nem fazer a simpatia.

Uma vez estabelecido seu desejo e juntada as cartas, ponha a sua fotografia na frente, virada para fora, amarre com uma fita branca e guarde num local mais alto que a sua cabeça.
Como esta também é uma simpatia definitiva, não tem retorno, segundo os registros, algumas sugestões são de que ela seja posta no forro de sua casa, sobre a laje de seu quarto ou algo assim.

Atenção: Use um baralho virgem ( novo ) e após o uso, descarte o baralho em um jardim. Para cada simpatia, use um baralho virgem.

SIMPATIAS DAS CONCHAS PRA OBTER SORTE



Na manhã de uma sexta-feira de lua crescente, sem ter comido nada, vá até uma praia e pegue conchas no número exato das letras de seu primeiro nome (não serve apelido).
Na noite desta sexta-feira, às nove horas em ponto, acenda uma vela branca, colocando as conchas ao pé dela.
Ajoelhada diante da vela, reze com muita fé sete pais-nossos e sete ave-marias, pedindo para ter muito boa sorte na vida.
Ofereça a vela, as orações e muito boa sorte na vida. Ofereça a vela, as orações e os pedidos a todos os santos.
Findas as orações, ainda de joelhos diante da vela, faça um colar com estas conchas e a coloque atrás da porta de entrada do seu quarto ou casa.

SIMPATIA PARA NÃO FALTAR DINHEIRO

Na última sexta-feira de setembro, pegue três moedas de mesmo valor e que estejam em circulação.
Plante num vaso bem bonito um broto de guiné, bem no meio de um triângulo feito com as três moedas.
Passe a regar a planta todos os dias, em qualquer horário que seja, fazendo o seguinte para tal: pegue um copo cheio de água, beba metade e com a outra metade regue a planta.
Ao regar a planta imagine com muita fé e força de vontade, que nunca haverá de faltar dinheiro.
Depois de regar a planta, reze sete salve-rainhas e acenda uma vela branca ao lado do vaso.
Faça isso durante toda a sua vida e nunca lhe faltará dinheiro.

SIMPATIA PARA SE CONSEGUIR SEMPRE OQUE SE QUER

No primeiro dia de Lua Nova, pegue uma moeda de qualquer valor e coloque-a dentro de uma xícara grande nova com um pouco de açúcar.

Deixe a xícara no sereno.

No dia seguinte, passe a moeda e o açúcar para um xícara pequena também nova. Depois, coloque a pequena dentro da grande.

No terceiro dia, ore com bastante fé e depois coloque amoeda dentro de sua carteira, deixando-a lá até conseguir o que deseja.

AMOR
Para conquistar a pessoa amada
Pegar um papel virgem, escrever o nome completo da pessoa e colocar
num recipiente com água e bastante açúcar deixando ferver. Depois,
jogar em água corrente sem olhar para trás. Obs.: Pode ser jogado na
pia ou vaso sanitário.
Para conservar a pessoa amada
Pegar uma maçã tirar o miolo e colocar dentro dela um papel escrito
com o nome completo da pessoa completando-a com açúcar ou mel e jogar sem olhar para trás num jardim.
Para atrair muitas namoradas
O rapaz deve lavar um pente virgem com água benta depois perfuma-lo com essência ou perfume de eucalipto. Deve conservar este pente sempre consigo e pentear os cabelos com o mesmo varias vezes ao dia, principalmente antes de falar com quem deseja conquistar.
Para arranjar namorado e casar logo.
A moça deverá pedir a uma noiva, sua amiga, para chamar o seu nome, quando da realização da cerimônia, exatamente na hora da benção. Depois é só esperar, que o noivo logo aparecerá e o casamento acontecerá rapidamente.
Para atrair namorados.
É só apertar a cintura com um cordão onde se deu 360 nós, bem miudinhos ser sempre faceira e educada e nunca usar perfume em que entre Alfazema.
Para o cônjuge ser mais doce.
Quando o cônjuge estiver dormindo passar a mão direita no cônjuge e dizer três vezes: Você é o fogo e eu a água, você acende e eu apago, rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria.
Para Recuperar Amor Perdido.
Compre sete pedaços de maria-mole e embrulhe-os com papel branco onde deve estar escrito o nome do seu amor. Deixe o embrulho em um jardim qualquer e ofereça-o a São Cosme e São Damião. Depois, faça uma oração de seu agrado, pedindo a solução para seu problema.
Para Apresar Casamento.
Quando uma amiga for se casar, escreva o nome do seu amor num papel branco e, ao se aproximar da noiva, sem que ela perceba, grude o papelzinho bem na calda do vestido. Fazendo esta simpatia, o próximo casamento será o seu.
Para se Casar experimente a Oração de Santo Antônio.
SAÚDE
Para aumentar a virilidade masculina
Corte a planta chamada "nó de cachorro" em pedacinhos e coloque dentro de uma garrafa de vinho e após três dias comece a tomar um cálice antes das refeições.
Para impotência crônica
Compre um galo caipira quanto mais velho melhor , e depois de mata-lo,
retire os dois esporões. Raspe bem esses dentro da bebida de suas
preferências e a tome com muita fé. O galo depois de cozido deve ser
saboreado por você.
Para acabar com a esterilidade feminina.
Colocar uma clara de ovo num copo com água e deixar no sereno por uma noite. Na manhã seguinte a mulher deve beber a água em jejum.
Para asma crônica.
Quando sentir uma crise muito forte de Asma fique com a mesma roupa, que está vestindo, por 24 horas. Passada as 24 horas queimar esta roupa bem longe de casa. Não se deve mencionar o fato a ninguém, apesar de que uma pessoa amiga poderá proceder a queima para o doente.
Para acabar com bronquite asmática.
Durante 14 DIAS, a pessoa deve beber em jejum, um copo de leite de égua parida (égua que pariu recentemente). E pode ser qualquer uma.
Para bronquite
Pegar nove folhas de graviola um pedacinho de rabo de uma lagartixa. torrar e fazer um pó. Depois dar em um pouco de chá para a pessoa beber até acabar o pó. Iniciar em uma lua minguante.
Para acabar com o soluço.
Pegue um fiapo da roupa da criança, de preferência vermelho, grude-o na testa da criança soluçante com a saliva da mãe.
Para ter uma feição bonita.
Apare água da chuva e coloque em uma vasilha, lave o rosto durante três dias consecutivos.
Para Acabar com as Espinhas.
Em qualquer Domingo pegar sete moedas e passa-las no rosto. Jogar em água corrente e dizer: "água sagrada que vai para o mar levai as minhas espinhas para nunca mais voltar".
Para Curar Azia
Faça um chá com três folhas de louro e esprema meio limão.
Beba com bastante açúcar.
Para Cólica Menstrual.
Pegue uma raiz de capim-limão, corte ao meio e lave bem. Depois faça um chá com meio litro de água, coe e tome uma xícara. Se você quiser pode colocar açúcar no chá. Faça esta simpatia apenas uma vez a cada ciclo menstrual.
EMAGRECER
Para gorda emagrecer e magra engordar
A gorda numa lua minguante, deve procurar uma pessoa bem magra e perguntar quer comprar minha gordura? Eu vendo. A magra responde, quero. Quanto você quer pela sua gordura? A gorda responde nove centavos porque em nove meses fui gerada e nove é o que eu quero pelo quilo de minha gordura. Quantos quilos você quer? A magra escolhe a quantidade e paga mesmo. A magra pode fazer a mesma simpatia só que ao contrário na lua crescente.
Para emagrecer sem remédio.
Compre uma cabeça de alho de tamanho médio, retire da mesma um dente, corte-o ao meio sem casca e coloque-o num copo com água pela metade. Deixe descansar durante a noite enquanto você dorme. Ao se levantar pela manhã, antes de qualquer coisa deve tomar dois dedos desta água. Depois de um certo tempo você se sentirá mais leve e começará a emagrecer.
Para emagrecer.
Pegue dez folhas de graviola. faça um chá. Tome um copo após as refeições. Quando sentir que esta emagrecendo pare de tomar o chá.
GESTANTES
Para os seios da gestante não deformar
No quinto mês de gestação no primeiro dia da lua nova a noite a gestante tem que partir um coco ao meio raspar bem e colocar uma metade do coco em cima de cada seio, deixando ficar por cinco minutos e em seguida passar um pouco de óleo de amêndoas nos seios. Repetir a simpatia até o dia do parto.
Para evitar que a criança nasça antes do tempo.
Use um pano branco amarrado na cintura nos três primeiros meses de gravidez.
ESTUDOS
Para que os filhos não deixem os estudos
Sem que os filhos vejam, no primeiro dia de aula, acenda sete velas perfumadas para a intenção de cada filho. Quando as velas estiverem queimadas junte os tocos e jogue no mar. de preferência bem distante da praia.
EMPREGO
Para não perder o emprego
Comprar uma figa do tamanho do dedo médio levar para o trabalho e esconde-la onde ninguém a veja. fazer na primeira sexta-feira do mês e dizer o seguinte: Esta figa representa minha segurança neste local. Daqui ninguém há de me tirar sem que eu faça por merecer.
Para não perder o emprego.
Escreva o nome completo do seu chefe num pedaço de papel de pão (feito com miolo de pão) bem pequeno e amassar este papel (fazendo uma bolinha) em seguida colocar no prato de comida e come-lo normalmente. OBS:. Fazer isso só uma vez numa segunda feira.
Para o chefe dar-lhe melhor tratamento.
Coloque em sua mesa um copo com um pouco de água, porém não deixe que ninguém toque no mesmo, no fim do trabalho jogue a água na pia.
Para Firmar-se no trabalho.
Escreva com uma agulha, fazendo furinhos, o seu nome e o do seu chefe numa bonita folha de alface. Em seguida, inclua a folha na salada e a coma, de preferência faça isso numa segunda-feira.
Para Arrumar Emprego.
Às 18 horas, saia no quintal de sua casa, ou num local onde veja o sol, e reze um Pai-Nosso e uma Ave-Maria, pedindo para que a Nossa Senhora da Guia abra os seus caminhos.
LAR
Para conservar a paz em família
Tenha sempre flores dentro de casa, além da beleza natural as flores com sua energia vinda da terra torna os membros da família bem mais calmos
Para manter a paz espiritual em seu lar.
Quando você for a praia meça 7 pés da linha d'água para dentro e aí, olhando para linha do horizonte, recolha aproximadamente 1 Kg desta areia que está por baixo da água. Colhida a areia volte de costas até o seco. Esta areia depois de seca deve ser conservada, em vasilha de vidro, dentro de sua casa, mesmo que seja como uma decoração.
INIMIGOS
Para inimigos tornarem-se amigos
Procure uma estrada (rua) reta e conte 700 passos sem olhar para trás e chame o nome da pessoa. Depois volte pela mesma estrada dizendo: "Fulano ( diga o nome da pessoa) nós somos amigos".
Para um inimigo tornar-se amigo.
Mandar-lhe sete cravos brancos.
SOGRA
Para evitar sogra em casa
A primeira vez que a sogra aparecer em sua casa pegue um par de sapatos de seu uso e os emboque. se a sogra for persistente e, apesar da simpatia voltar sempre a sua casa emboque os sapatos e também um par de chinelos dizendo: "vocês estão muito cansados."
Para sua sogra não lhe incomodar.
Todas as vezes que ela vier lhe visitar, ofereça você mesmo o primeiro alimento que estiver a seu alcance, seja líquido ou massa.
DIVIDAS
Para nos fazer pagarem dinheiro que devem.
Pegar sete pedras de sal grosso, percorrer seis encruzilhadas e a cada encruzilhada deixar uma pedra de sal . Voltar para casa com a última na mão, escrever o nome do devedor em um papel branco, colocar a pedra em cima fazer pedido às Santas Almas Benditas. Tão logo consiga a graça, acender sete velas em uma igreja em agradecimento.
Para Receber Dinheiro.
Pegue uma espiga de milho bem bonita, de preferência, com palha. Em seguida, tire a palha, escreva o nome da pessoa que lhe deve em um pedaço de papel e amarre-o na espiga. Em seguida, pendure-a bem acima de uma porta de sua casa e aguarde o resultado.
DINHEIRO
Para ter Sempre Dinheiro
Coloque três moedas de qualquer valor e sete grãos de milho em cada canto de sua casa e deixe lá por quanto tempo achar necessário.
Para ter O bolso sempre cheio
Tire da sua carteira uma nota de qualquer valor e coloque-a em um prato. Despeje açúcar e deixe uma moeda sobre a nota. Em seguida, acenda uma vela amarela e reze três Pai-Nossos e três Ave-Marias. Depois, diga: "Não me faltará dinheiro, muito pelo contrário, sobrará. Prometo ajudar quem necessitar".
Para Gastar Menos.
Na última sexta-feira de qualquer mês, logo que acordar, esquente uma bacia de água e coloque um pouco de arroz. Tome um banho e, depois, se enxágüe com esta com esta água, começando do pescoço para baixo. Em seguida, vista roupas limpas e claras.
OUTROS
Para não fumar mais
Pegue sete pontas de cigarro que fumou durante o dia. Juntar tudo e colocar num saquinho de papel junto com um punhado de sal e jogar em água corrente, de preferência um rio e dizer: "Assim como a água corre e não volta eu quero que essa água leve meu vício e ele não volte" fazer isso três dias.
Para amiga que ficar interessada no seu marido.
A primeira vez que esta "amiga da onça" for novamente a sua casa, espalhe talco a partir da porta da entrada para ver bem o rastro dela. Quando ela sair apague, com seu pé esquerdo sobre um pano branco, todas as marcas que ela deixou ao entrar em sua casa.
Para apressar o crescimento do cabelo.
Colocar uma mecha do próprio cabelo num olho de bananeira.

SIMPATIAS PARA CURAR DOENÇAS
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• Quando uma criança está com coqueluche, é bom que uma vizinha, nascida em janeiro e em estado interessante, venha acudir o doente depois da meia-noite. Deve ela dizer todas as vezes que a criança perder o fôlego:
Tosse violenta,
tosse sem fim,
vai-te arrebenta
lá nos confins.
• Quem quiser sarar de mau cheiro nas axilas, deve comprar um lencinho branco e virgem, amarrar numa das suas pontas um tostão, ir a uma encruzilhada, esfregar o lenço nos sovacos e atirá-lo no meio da estrada. Quem pegar o lenço leva também o bodum (o cheiro forte).
• Quem sofre de epilepsia precisa beber, em seis dias seguidos, uma xícara de cachaça, onde teria ficado de molho, durante uma semana, o umbigo de um recém-nascido.
• Cura-se bêbado inveterado dando-lhe um ovo de coruja mal assado e vinho misturados a gotas de suor de cavalo.
• Cortar as unhas na segunda-feira evita dor de dentes. Às sextas-feiras evita nevralgias e unheiros.
• Para evitar futuras dores de dentes, ao escurecer, quando o sabiá piar, dar três cuspidas para o lado direito e três para o lado esquerdo.
• Para enfermidades no peito, passar sangue de gato preto ou testículos de porco.
• Colocar uma cruz feita de palha de milho na cabeça de quem deita sangue pelo nariz faz a hemorragia estancar imediatamente.
• Criança que sofre de ataques de lombriga deve usar um "colar de alho" ou de "olho de cabra".
• Para curar o vício de urinar na cama, fazer a criança sentar num formigueiro.
• Para ter olhos grandes, brilhantes e bonitos, esfregue olhos de vaga-lumes na criança, diante de um espelho sem muita claridade. Se o trabalho não for bem feito, a criança pode perder "para sempre a vista".
• Para curar eczema faça o seguinte: Numa sexta-feira, antes do sol nascer, põe-se no meio do quintal uma bacia cheia d’água na qual, ao meio-dia em ponto, o doente lava o rosto ou outra parte afetada.
• Para curar dor de ouvidos, passar por dentro das orelhas o rabo de um gato preto. O doente deve estar em jejum e o tratamento precisa ser repetido três vezes.
• Para curar dor de ouvido, passar por dentro das orelhas pó de chocalho de cascavel
• Cura-se íngua, colocando-se no bolso da calça do lado em que ela estiver, dentro de um saquinho de pano branco, três grãos de sal grosso.
• Para icterícia, chá de grilo.
• Quando os pés ficam adormecidos, traçar sobre eles uma cruz com saliva.
• Para inflamação na gengiva, passar crista de galo, após ser extirpada do galináceo vivo.
• Para hidrofobia, chá de penas de urubu.
• Cura-se a asma, comendo, com um pouco de açúcar, uma lesma depois de esmagada e fervida.
• Quando se tem um terçol, chega-se a um companheiro e, com a mão, faz-se várias vezes o gesto de como quem passa o incômodo para o olho do outro. Diz-se: "passe pra você, passe pra você…"
• Evita-se câimbra, colocando-se um pedaço de aço sob o travesseiro.
• Para feridas brabas, aplicar sobre elas um sapo aberto ao meio.
• Raspa de dente de jacaré, tomado como chá, cura qualquer dor.
• Para acabar com os problemas de coluna: basta colocar um pau de cana, do tamanho de sua altura, debaixo da cama.
• Para a cura da maleita, andar com um osso de defunto pendurado no pescoço.
• Quando cai um dente, deve-se jogá-lo no telhado. Nasce outro.
• Para dores nos rins, chá de saco de bode...
SIMPATIAS
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• Quando se perde alguma coisa e não se consegue encontrar, toma-se uma palha de milho e damos-se nela três nós, com o que se amarra o diabo, e o objeto perdido aparecerá. Mas, depois de encontrá-lo não se deve esquecer-se de desmanchar os nós, se não tudo de ruim acontecerá na casa.
• Para a moscas mudarem de sua casa, faça em jejum, e, em qualquer sexta-feira pela manhã, o seguinte pedido:
Moscas malvadas,
da sexta pro sábado
estejam mudadas.
• Quando uma visita está demorando a ir-se embora e começa a aborrecer joga-se um punhado de sal no fogo. A visita vai-se embora logo.
• Para emagrecer, amarrar na cintura, por baixo das roupas, um cordão bem fininho.
• Queimar chifre de boi e casca de coco no canto da casa, à noite, espanta o capeta.
• Pôr um chifre de boi estrepado na ponta de um pau, no terreiro, espanta o capeta.
• Deve-se usar um galho de pinhão roxo dentro da casa para evitar mau-olhado.
SUPERSTIÇÕES E CRENDICES
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• Dois dias antes de se encontrar com a moça desejada, coloque um vaga-lume numa caixa de fósforos, e na hora de fechar prende ai a ponta de um lenço. No dia do encontro, sem que a moça veja, trace três cruzes no ar, atrás dela, com esse lenço. A moça fica perdidamente apaixonada.
• Deixar alguém morrer sem vela na mão, a alma fica no escuro, e o demônio leva a alma para as trevas do inferno.
• Tirar leite de vaca ou de cabra na Sexta-Feira Santa é pecado. O leite ao sair do úbere da vaca, ou da cabra, vira sangue; e o animal fica inutilizado porque nunca mais se pode ordenhá-lo.
• Quando míngua a lua
Não comece coisa alguma.
• Deixar tesoura aberta é sinal de morte.
• Fazer a barba depois da comida produz congestão.
• Se a primeira visita do dia 1º de janeiro for um homem, ela trará felicidade para o ano todo.
• Para atrair dinheiro, usar uma peça qualquer do vestuário na cor amarela, essa cor representa o poder do ouro.
• Não se deve matar galinha na Sexta-Feira Santa. Quem o fizer, ficará com o braço com que torcer o pescoço da galinha, paralítico, como castigo.
• Se duas pessoas enxugarem as mãos, ao mesmo tempo, na mesma toalha ficarão inimigas.
• Andar de costas. A mãe morre.
• Dar e depois tirar deixa a pessoa corcunda ou aleijada.
• Trabalho em dia de domingo não vai para frente.
• Não se deve pregar novamente um botão que cai de qualquer peça do vestuário, porque dá azar.
• Cuspir no fogo seca o cuspe para sempre.
• Quando se empresta um canivete deve-se devolvê-lo aberto para não haver briga.
• Beber água com o rosto voltado para o sol. Deixa a boca torta.
• Colocar uma nota de dinheiro dentro do sapato atrai riqueza.
• Segundo a crença de nossos sertanejos, a figueira é planta do diabo. As sextas-feiras não se deve passar por baixo de figueiras. É tido como certo que nas figueiras, nesse dia da semana, há reunião de demônios que ali fazem suas orgias.
• Criança que morre sem ser batizada vira serpente.
• Não presta saltar por cima de criança: ela não crescerá mais.
• Quando aparecem manchas brancas nas unhas: vai se ganhar dinheiro.
• Pôr o chapéu em cima da cama traz azar.
• Vaga-Lume dentro de casa impede o leite de coalhar.
• Mês de agosto não presta pra fazê negócio
• Varrer a casa à noite causa problemas financeiros ao lar.
• Não tenha coruja em casa porque é ave agourenta.
• Presente de lenço desfaz as amizades.
• Acender muitas velas numa mesa ou numa sala chama defunto e atrai a morte.
• Coser roupa no corpo de pessoa viva atrai a morte.
• Quando o pedaço de pão cai no chão, não se deve apanhá-lo mais: pertence às almas. A não ser que lhe dê um beijo.
• Quem pisa em rabo de gato não acha casamento por sete anos.
• Pôr o chapéu em cima da cama traz azar.
• Mulher que está amamentando não deve visitar pessoa mordida por cobra. Se o fizer a pessoa morrerá.
• Viajar ou fazer mudança em sexta-feira dá azar de toda a espécie.
• Passar por baixo de escada dá azar e atrai desgraças.
• Quando está ventando muito forte é que o diabo está zangado.
• Quando se vê uma pessoa muito preguiçosa, é costume se dizer: Coitado, aquele ali o diabo cruzou os braços.
• Quando a porta bate forte, após a nossa saída ou entrada em casa, foi o diabo que a fechou.
• Passar a vassoura, ao varrer a casa, nos pés de moça solteira, atrapalha o noivado ou casamento.
• Não se deve passar a ferro as costas da camisa de um homem: este se tornará desmoralizado, sem-vergonha etc.
• Colocar a vassoura atrás da porta, de cabeça pra baixo, espanta as visitas.
• Guardar espelho quebrado atrai desgraças, dá azar.
• Apontar estrelas com o dedo faz nascer berruga na ponta do dedo.
• Quando desaparece uma coisa qualquer, foi o diabo que levou. O jeito é esperar, porque quando ele não quiser mais, devolve.
• Saltar da cama, de manhã, com o pé esquerdo atrapalha a vida durante o dia todo.
• Não presta comer cabeça de galinha: faz perder o juízo.
• Casar no mês de agosto é casamento infeliz, porque agosto traz desgosto.
• Redemoinho de vento é diabo que está dançando. E se no redemoinho entrarmos, o diabo nos carrega.
• Perder a aliança do casamento deixa a pessoa viúva ou viúvo.
• Matar gato atrasa a vida de quem o matou por sete anos.
• Marcado o dia do casamento não devem os noivos comer mais qualquer coisa na própria panela em que o petisco foi feito, a fim de que não chova no dia do enlace.
• Colocar criança de colo, que ainda não fala, diante do espelho faz com que ela custe a falar.
• Nas sextas-feiras, ao nos levantarmos, se virmos uma pessoa preta, o diabo vai nos atentar o dia inteiro.
• Deixar chinelo emborcado no meio da casa dá azar.
• Coloque vaga-lumes sob um copo, e na manhã seguinte encontrará uma moeda junto deles.
• Borboleta preta é sinal de que algo de mal vai acontecer.
• Dormir com os pés para a porta da rua agoura morte.
• Duas pessoas juntas lavarem as mãos ao mesmo tempo provoca afastamento e desunião.
• Menino que brinca com fogo urina na cama.
• Não construa casa em local onde caiu raio. O lugar em que cai raio é lugar maldito.

BANHOS E SIMPATIAS

Você deve tomar este banho quando estiver muito irritado ou extremamente desanimado.

- 3 galhos de arruda
- 3 galhos de guiné
- 3 galhos de alecrim
- 1 espada de São Jorge
- 1 folha de comigo-ninguém-pode
- fumo de corda
- palha de alho

Pegue um punhado de cada erva e faça um chá com elas. Coe numa jarra e após tomar um banho normal, jogue o chá do ombro pra baixo.

BANHO DAS 7 ÁGUAS PARA DEFESA

• 1 copo de água do mar;
• 1 copo de água do rio;
• 1 copo de água do lago;

• 1 copo de água da cachoeira;
• 1 copo de água da chuva;
• 1 copo de água da bica;
• 1 copo de água da torneira.

Modo de Preparo:
1- Ferva tudo durante 3 minutos.
2- Jogue tudo, inclusive na cabeça.

Faça no primeiro dia do ano ou uma vez por mês.

BANHO DE ERVAS E FUNÇÕES DE CADA UMA

Para fazer um banho de ervas, devemos olhar a grande lista de ervas e suas propriedades que segue abaixo e escolher aquelas que se adequadam à nossa situação.

Depois, pegue um punhado de cada erva e faça um chá com elas.

Coe numa jarra e após tomar um banho normal, jogue o chá do ombro pra baixo. As ervas podem ser misturadas e o resultado será melhor se usado número ímpar de ervas.

O Sal grosso pode ser usado como banho de limpeza mas é preciso que se tome um banho de ervas logo após.

As sobras das ervas devem ser colocadas em um jardim.

Relação de ervas e suas propriedades:

1. Arnica - afasta a negatividade
2. Abre Caminho – novas forças
3. Açúcar - aceitação
4. Alho (palha) - proteção
5. Alecrim – clareza mental
6. Alpiste – prosperidade
7. Arruda – proteção
8. Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
9. Água-de-arroz – calmante
10. Água-marinha (planta) – limpeza
11. Alfazema - mudança

12. Bulbo de cebolinha – tira o cansaço

13. Comigo-ninguém-pode – defesa
14. Camomila – limpeza (bactericida)
15. Canela - limpeza, força e prosperidade
16. Cravo da Índia – estimulante
17. Crizântemo branco – calmante
18. Crista-de-Galo (sementes) – calmante (hipertensão)
19. Contas de Rosário – concentração
20. Cenoura (folhas) – fraqueza
21. Dente-de-Leão – tristeza e anti-tóxico
22. Erva doce – boas energias
23. Espada de São Jorge – proteção
24. Folha de Pinheiro – limpeza
25. Folhas de Pêssego – dissolve densidades acumuladas
26. Folhas de Limão – corta energias negativas
27. Folhas de Manga – prosperidade
28. Folhas de Louro – prosperidade
29. Fumo - proteção
30. Flor de sabugueiro – calmante
31. Guiné - proteção e força
32. Girassol (sementes) - acelera as mudanças

33. Guaraná - aumenta as energias
34. Hortelã - aceitação
35. Inhame - força e limpeza
36. Levante - força, melhorar a auto-estima
37. Losna - corta a negatividade (raivas)
38. Macela - calmante (bom para insônia)
39. Manjericão - equilíbrio, renova as células do organismo
40. Pitanga (folhas) – melhora a circulação
41. Rosas brancas – limpeza
42. Rosas vermelhas – energia
43. Sementes de tangerina – para dores na coluna
44. Sálvia - rejuvenecimento

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A INFLUÊNCIA AFRICANA NOS RITIMOS LATINOS


A música Latina é o produto de uma cultura que combinou influências da Europa, África e dos povos indígenas da América Latina, assim como dos seus vizinhos Norte-Americanos. Historicamente a música e a cultura Latinas sofreram uma proeminente intervenção das culturas indígenas Africanas, atribuindo às mesmas características de fluidez nessa mistura cultural. Os importantes gêneros da Música Latina como os Cubanos Son, Danzón, Mambo e Bolero, Samba Brasileiro, o Tango Argentino, a Cúmbia Colombiana, a Bomba e a Plena Porto-riquenhas, e o Merengue Dominicano possuem todos uma qualidade rítmica e tonal que deriva da África e suas raízes indígenas. Essas tendências rítmicas e harmônicas compõem as principais distinções sa música Latina para a Européia e a Norte-Americana.

Apesar da mais importante (provavelmente) e internacionalmente reconhecida música Latina no início do século vinte ter sido o Tango, a música que dominou o cenário Latino restante foi a Afro-Cubana. O contexto da música Afro-Cubana é o núcleo da migração das formas culturais Africanas para o Caribe, abrindo espaço para o surgimento de gêneros como o Merengue, Cúmbia e o Samba. A música Afro-Cubana é o gênero mais desenvolvido dentre os que a indústria denomina: Tropical. É também a mais reconhecida devido às várias formas de dança envolvidas, sua influência no Jazz Norte-Americano, sua transformação no que hoje chamamos de Salsa, e acima de tudo, pela introdução da Clave - padrão rítmico de cinco tempos que define de uma forma geral a compreensão da música Latina como ela é.

A importância central de Cuba à música Latina deve-se muito à sua localização geográfica, que a tornou uma das principais estações marítimas para todos os tipos de viagens e comércios dos séculos XVI e XVII. As maiores cidades, como Havana e Santiago, eram consideradas verdadeiros centros da cultura Hispânica no Caribe, que absorviam e contextualizavam a música da Espanha (Andaluzia) e de cidades da Europa como Paris e Nápoles. Sob domínio Espanhol nos séculos XVI e XVII, Nápoles foi o berço da Ópera Bufa - grande influência na música Cubana no século XIX.

Combinando instrumentos musicais Europeus como violão, bandolim e alaúde, e tambores Iorubas como o batá, utilizado em cerimônias religiosas, os Cubanos criaram o tres, um pequeno violão com três conjuntos de cordas duplas; o timbale, o bongô e as congas; assim como os bastões da clave utilizados para manter o tempo de marcação. À medida que Cuba avançava pelo século XIX, instrumentos de corda, flautas e pianos importados da Europa e Estados Unidos começavam a desempenhar um papel cada vez mais importante na música. A batida Afro-Cubana é um arranjo complexo de vários ritmos, derivados de diferentes culturas Africanas, em sua maioria Yoruba e Congolesa. A percussão Africana encontrada nas raízes da música Afro-Cubana é em parte uma forma de comunicação, uma invocação religiosa a um conjunto de Deuses Africanos denominados Orixás. Religiões mundanas da África Ocidental e Central foram trazidas para o Novo Mundo através da escravidão, começando em Cuba no início do século XIX. Os Yorubas trouxeram um complexo sistema de crenças e práticas religiosas que incorporavam rituais de dança e tambores.

SanteriaA Santeria era (e ainda é) uma forma dos Yorubas adorarem seus deuses "disfarçando-os" na identidade de Santos Católicos, como: Xango » Sta. Bárbara | Elegguá » Sto. Antônio. Nos rituais de Santeria (chamados de Bembé) os orixás são chamados para uma espécie de "possessão" - o que vulgarmente chamam de "baixar o santo". Durante as Bembés, músicos/sacerdotes, empunhando seus arrasadores tambores Batá (bem como outros instrumentos que até hoje não são revelados aos descrentes), criavam um delírio induzido por transe que perdurava por horas. Rituais como esses, praticados no início do processo de escravidão no Novo Mundo são ainda bastante comuns em Cuba. As Rumbas derivaram de rituais da Santeria, e apesar de bastante similares, não contam com a mesma função religiosa. Os Orixás são louvados, e a importância dos tambores ainda permanece, mas essa celebração não é exclusiva aos iniciados. As danças presentes nessas festas são igualmente chamadas de Rumbas, e possuem estilos específicos como: Guaguancó | Columbia | Yambú. O Guaguancó se tornaria a forma mais popular de rumba, e contém uma sequência de pergunta-resposta entre dois vocalistas, um coro e um segmento de dança onde um casal (homem e mulher) é rodeado por um círculo de outros dançarinos. O homem rodopia seu corpo imitando um galo que tenta fecundar uma galinha (representada pela mulher/parceira), num belíssimo ritual de cortejo e acasalamento. Na Columbia há apenas um dançarino que executa movimentos rítmicos, fortes e aparentemente agressivos, similares ao da Capoeira. O Yambú conta uma história, com dois dançarinos atuando como as personagens desse enredo, e normalmente utiliza a forma de décima (métrica poética de composição herdada da Espanha -

SANTERIA

Santeria (literalmente, caminhos dos santos - os termos preferidos entre praticantes incluem Lukumi e Regla de Ocha) é um conjunto de sistemas religiosos relacionados que funde crenças católicas com a religião tradicional Iorubá, praticada por escravos e seus descendentes em Cuba, no Brasil (onde o candomblé apresenta semelhanças com a santeria), em Porto Rico, na República Dominicana, no Panamá e em centros de população latino-americana nos Estados Unidos como Florida, Nova York, e Califórnia. "Santeria" significa os "caminhos dos santos", originalmente um termo pejorativo aplicado pelos espanhóis para ridicularizar a devoção excessiva dos seguidores aos santos e à negligência de Deus. Os proprietários cristãos dos escravos não permitiram que praticassem suas várias religiões animistas da África Ocidental. Os escravos encontraram uma maneira de contornar concluindo que os santos cristãos eram manifestações simplesmente diferentes de seus vários deuses. Os proprietários pensaram que seus escravos tinham se tornados bons cristãos e elogiavam os santos, quando na realidade continuavam suas práticas tradicionais...

O ritual de SANTERIA é altamente secreto e transmitido oral primordialmente. As práticas conhecidas incluem sacrifício animal, dança extática, e invocações cantadas aos espíritos. As galinhas são a forma mais popular de sacrifício; seu sangue é oferecido aos orixás, ou a poucas divindades do guardião, que correspondem aos santos cristãos. A música do tambor, atabaque e dança são usadas para produzir um estado do transe nos participantes, que podem se tornar possuídos por um orixá e falar com a voz dos orixás. Os antepassados são tidos em alta estima na Santeria. O deus é consultado como Olorun, ou o "dono do céu" e Olodumaré. Até a década de 30 era comum ouvir falar de sacríficios humanos em cultos de Santeria, porém não é um fato histórico.

Muitos ativistas de direitos dos animais fazem exame da prática de SANTERIA de sacrifício animal, declarando que é cruel. Os seguidores de SANTERIA alegam que as matanças são conduzidas da mesma maneira que animais são abatidos para consumo e isto não é necessariamente sádico. Além disso, o animal é cozinhado e comido mais tarde.

Em 1993, a Corte Suprema dos Estados Unidos estabeleceu que leis de crueldade do animal dirigidas especificamente contra a SANTERIA eram inconstitucionais, e a prática não viu nenhum desafio legal significativo desde então.

O VODÚ


O vodu ou vudu teve origem na África, foi trazido pelos escravos e para sobreviver, incorporou elementos da cultura dos dominadores, como o batismo católico. A religião tornou-se oficial no Haiti.

É uma religião que cultua os antepassados e entidades conhecidas como loas. O vodu é parecido com o candomblé.
Os rituais do vodu são marcados pela música, a dança e muita comida. Quem conduz o ritual, é um líder homem (hougan) ou uma líder mulher (mambo).

Na cerimônia, os participantes entram em transe e incorporam os loas (existem os bons e maus) e, além disso, eles comem animais sacrificados.
A religião já foi marginalizada pelos EUA, pois a mesma, é voltada à magia negra, fizeram isso como forma de reprimir a religiosidade dos negros.
Desde 2003, vodu é reconhecido formalmente pelo governo como uma religião legítima no país.

No Brasil, a mesma matriz religiosa, trazida pelos negros da África Ocidental, misturou-se com outras práticas religiosas, sobretudo o catolicismo que ganhou expressões na Bahia, que foi chamada de candomblé jeje e no Maranhão e Amazonas foi batizado de tambor de mina. O vodu influenciou a cultura brasileira.

A adoração no voduísmo



Como em muitas religiões, o vodu também possui um templo. Mas o que caracteriza o santuário é uma coluna
chamada poteau-mitan. Localizada no centro do templo, essa coluna é considerada sagrada pelos seguidores e
é em sua volta que as cerimônias de comunicação com as divindades são realizadas. Ao redor da poteau
encontram-se desenhos decorativos chamados vevers. São representações heliográficas de diversas
entidades adoradas no vodu. Aliás, entidades é que não faltam no vodu, que possui um grande panteão.
Os nomes das divindades se alteram, dependendo da região onde o ritual é praticado, mas a maioria dos adeptos
dessa prática considera que o panteão veio do Oeste africano. As entidades desses panteões, por muitas vezes,
são consideradas pelos adeptos como espíritos de pessoas que já morreram, homens que tiveram importância
dentro da comunidade religiosa, príncipes ou sacerdotes. Esses espíritos levam o nome de loas, e podem ser
classificados em entidades de dois grupos:
Rada:: entidades transmitidas por Daomé.
Petros : entidades que, ao longo do tempo, infiltraram-se na prática religiosa vodu.
Segundo o vudu, as manifestações dos grupos petros e rada têm personalidades e sensibilidades
definidas e procuram sempre seguir uma família específica de adeptos. Outras divindades são públicas,
manifestando-se em qualquer pessoa.
Hungans e mambos
A maioria das religiões possui líderes que conduzem seus cultos e rituais. No vudu isso também existe,
eles são conhecidos por hungans. A mulher também tem a sua participação, porém, a terminologia a ela
conferida é mambo.
Existem algumas informações que apontam o voduísmo como uma religião matriarcal, na qual a mambo
é conhecida também como rainha, porém, é o hungan que preside o hunfort, o santuário religioso.
O sacerdote vodu possui várias posições: atua como curandeiro, adivinho e exorcista. Nas comunidades em que
se observa a falta do sacerdote a mulher toma a frente, sendo considerada a maior autoridade religiosa

Cerimoniais vudu
Geralmente, as cerimônias são realizadas no período noturno. Fazem parte do ritual: bebidas de rum, frutas
e jarros de barros sangue,cádaver,cranios. As bebidas e comidas são erguidas e oferecidas aos loas, para invocá-los e entidades vudu. No intuito
de alegrar essas entidades, os voduístas lhes oferecem também sacrifícios de aves, porcos, galinhas,
bodes e afins. Após as oferendas com danças, os loas possuem os corpos de seus súditos. É interessante
que nas possessões os indivíduos não possuem consciência daquilo que fazem e, conseqüentemente,
não se lembram de nada após o término do ritual.
No vodu, mais ou menos como ocorre na Umbanda, as danças em volta da ponteau-mitan são de suma
importância, pois servem para se obter a espiritualidade: as pessoas que envolvem com a dança são
mais rapidamente possuídas. Para cada divindade existe um tipo de música, instrumento e ritmos
específicos, segundo o gosto de cada loa, que exige que tudo seja purificado e consagrado para o
ritual. Na umbanda, os atabaques também são consagrados para fazer que os orixás de Aruanda e
Orum se manifestem.
As serpentes também fazem parte de muitas cerimoniais no vudu. No ritual chamado mambo, o réptil é retirado
de um cesto e posto bem próximo do rosto do Reidovudu que, ao tocar no animal, recebe, supostamente,
visão especial e poderes sobrenaturais.
Segundo o vudu, os primeiros homens criados eram cegos e foi justamente as serpente que conferiu
visão à espécie humana

Boneco vudu
Sem dúvida, o boneco vudu é o primeiro elemento que vem à mente dos leigos quando se fala em voduísmo.
Tal objeto é empregado para invocar os poderes dos deuses do vudu e recebe o nome de fetiche, que
significa feitiço. O fetiche é confeccionado por quem irá realizar o trabalho de magia e, enquanto é feito, a
pessoa tem de mentalizar os objetivos que quer alcançar com o ritual e “transmitir” sua energia ao boneco.
O fetiche deve ser feito com a semelhança anatômica de uma pessoa: cabeça, tronco e membros.
Partes indispensáveis para a “eficácia” da magia são os órgãos genitais masculinos ou femininos. O
boneco precisa ser batizado com o nome da pessoa que irá representar e, geralmente, é feito de
massa de modelar, nunca de pano ou outro material.
Segundo o Reidovudu, tais bonecos são feitos para realizar o bem, para se alcançar prosperidade e
curas. O que pessoa precisa fazer é perfurá-los com espetos ou alfinetes. Mas na prática as intenções
nem sempre são essas.

Vudu Bruxaria vem do continente Africano e é extremamente letal. Nos últimos anos, ele se espalhou para outras partes do mundo e está sendo misturado com outras formas de magia negra para prejudicar e matar pessoas certo procedimento se torna altamente efetivo para capturar à almas de uma pessoa e a obrigando as nos dar tudo que queremos amor dinheiro sexo fidelidade não importa qual seja o seu problema o vudu resolve.

As roupas, cabelos, unhas e imagens são usados para fazer um boneco que lembra a vítima, a área do coração da boneca é mantida aberta para o ritual final. uma área do coração da boneca é mantida aberta para o ritual final. Um ritual é realizado e um coração é retirado de um organismo de animais vivos, enquanto ele está vibrando e colocado na área do coração da boneca, neste momento a boneca é infundida com a vida de ligação da boneca com a vítima com uma corda invisível psíquica. procedimento se torna altamente efetivo para capturar à almas de uma pessoa e a obrigando as nos dar tudo que queremos amor dinheiro sexo fidelidade não importa qual seja o seu problema o vudu resolve.

Um homem com duas almas
Os haitianos praticantes do vodu acreditam que o homem possui duas almas:
Gros bon ange: cuja tradução é: “grande anjo bom”. Essa alma, segundo acreditam os haitianos, tem a
capacidade de sair do corpo enquanto a pessoa dorme. E, se não retornar, a pessoa morre.
Petit bon ange: traduzido quer dizer “pequeno anjo bom”. Essa alma, segundo crêem, proteger e guiar o
adepto. Quando a pessoa morre, ela permanece por alguns dias guardando o corpo. Somente após um
período de nove dias, contando a partir do sepultamento, é realizado um ritual para afastá-la.
Como a reencarnação faz parte da crença vodu, seus praticantes acreditam que a petit bon ange se
transforma em algum objeto ou animal, geralmente uma grande serpente. Após a transformação, se aos
rituais de sacrifícios e cerimônias, sob a responsabilidade dos parentes, forem negligenciados, a vingança
da petit bon ange se volta contra eles.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

COMIDAS DE ORIXÁ



Comidas rituais são as comidas específicas de cada Orixá, que para serem preparadas são submetidas a um verdadeiro ritual. Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas, durante a festa ou no final, em grande parte são distribuídas para todos os presentes, são chamadas comida de axé pois acredita-se que o Orixá aceitou a oferenda e impregnou de axé as mesmas.

Eis então algumas das principais comidas:

Acarajé – é a comida ritual do Orixá Iansã. O acarajé é feito com feijão-frade, que deve ser partido num moinho em pedaços grandes e colocado de molho em água para soltar a casca, após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal. O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa estiver no ponto ela fica com a aparência de espuma, para fritar use uma panela funda com bastante azeite de dendê.

Ado – é uma Comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel, é oferecido principalmente ao Orixá Oxum.

Amalá – é comida ritual do Orixá Xangô. É feito com quiabo cortado, cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce, pode ser feito de várias maneiras. É oferecido numa gamela forrada com massa de acaçá.

Axoxô – é comida ritual do Orixá Oxóssi, milho vermelho cozido refogado com cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê, enfeitado com fatias de coco sem casca.

Deburu – é a comida ritual do Orixá Obaluaiyê , é o milho de pipoca estourado numa panela com areia . Depois de peneirar a areia essa pipoca é colocada num alguidar ou tigela (de barro) e enfeitado com pedacinhos de coco.

Ekuru – é uma comida ritual, a massa é preparada da mesma forma que a massa do acarajé , feijão-frade sem casca triturado, envolta em folhas de bananeira como o acaçá e cozido no vapor.


Omolocum – comida ritual da Orixá Oxum , é feito com feijão-frade cozido, refogado com cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce. Enfeitado com camarões inteiros e ovos cozidos inteiros sem casca, normalmente são colocados 5 ovos ou 8 ovos, mas essa quantidade pode mudar de acordo com a obrigação do candomblé.

Abará – é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé . A preparação da massa é idêntica à do acarajé. Quando comida ritual, coloca-se um pouco de pó de camarão e quando da culinária baiana coloca-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal, que pode ser moído junto com o feijão e depois colocar alguns inteiros. Essa massa deve ser envolvida em pequenos pedaços de folha de bananeira semelhante ao processo usado para fazer o acaçá e deve ser cozido no vapor em banho-maria; é servido na própria folha.

Acaçá - é uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana . Feito com milho branco ou milho vermelho, que após ficar de molho em água de um dia para o outro, deve ser moído num moinho formando uma massa que deverá ser cozida numa panela com água, sem parar de mexer, até ficar no ponto. O ponto de cozedura pode ser visto quando a massa não dissolve se pingada num copo com água. Ainda quente essa massa deve ser embrulhada em pequenas porções, em folha de bananeira previamente limpa, passada no fogo e cortada em tamanho igual para que todos fiquem do mesmo tamanho. Coloca-se a folha na palma da mão esquerda e coloca-se a massa, com o dedo polegar dobra-se a primeira ponta da folha sobre a massa, dobra-se a outra ponta cruzando por cima e virando para baixo, faz o mesmo do outro lado. O formato que vai ficar é de uma pirâmide rectangular.

Caruru – É uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana. É preparado com quiabo cortado em quatro de comprido e depois em rodelas, cebola ralada ou batida no processador, pó de camarão, sal, azeite de dendê, castanha-de-caju torrada e moída, amendoim torrado sem casca e moído.

Preparação: Numa panela coloque azeite de dendê, a cebola e o sal refogue um pouco em seguida coloque o quiabo cortado, colocar um pouco de água e deixar cozinhar, quando estiver cozido colocar aos poucos a castanha e o amendoim acrescentando um pouco mais de dendê, depois de pronto é colocado numa gamela.

Efó - é uma comida ritual e da culinária baiana , pode ser feita com a folha chamada língua de vaca ou com folha de mostarda.

Preparação: Meio quilo de camarão seco, descascado. Pimenta-malagueta em pó. Meio dente de alho. Uma cebola. Uma pitada de coentro. Um maço de língua-de-vaca (ou taioba, ou bertalha, ou espinafre, ou mostarda). Primeiro, ferve-se a língua-de-vaca, escorre-se numa peneira, estende-se na tábua e bate-se bem com a faca, até ficar uniforme. Enxuga-se e estende-se na peneira para secar toda a água. Cozinha-se no azeite-de-dendê puro, temperado com tudo o resto. A panela fica tapada, para suar. Come-se com arroz. Nanã, rainha das águas doces, quando escolhe, pede um bom efó de língua-de-vaca.

FALANDO MAIS DE XANGÔ

Xangô


Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro Deus Iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras.
Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido como um Orixá com especial ascendência sobre os demais, em termos hierárquicos. Essa confusão acontece por dois motivos: em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida da administração, do poder e, principalmente, da justiça - representa a autoridade constituída no panteão africano. Ao mesmo tempo, há no norte do Brasil diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô. No Nordeste, mais especificamente em Pernambuco e Alagoas, a prática do candomblé recebeu o nome genérico de Xangô, talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de Xangô entre os negros que vieram trazidos de África. Na mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a expressão Xangô de Caboclo, que se refere obviamente ao que chamamos de Candomblé de Caboclo.
Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso, é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando inquiridos.
Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é o Orixá do raio e do trovão.
Na África, se uma casa é atingida por um raio, o seu proprietário paga altas multas aos sacerdotes de Xangô, pois se considera que ele incorreu na cólera do Deus. Logo depois os sacerdotes vão revirar os escombros e cavar o solo em busca das pedras-de-raio formadas pelo relâmpago. Pois seu axé está concentrado genericamente nas pedras, mas, principalmente naquelas resultantes da destruição provocada pelos raios, sendo o Meteorito é seu axé máximo.
Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser em contendas pessoais suas, presentes nas lendas referentes a seus envolvimentos amorosos e congêneres). Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. Seu Axé, portanto está concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos maciços. Suas pedras são inteiras, duras de se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá.
Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de comum entre ele e Zeus, o deus principal da rica mitologia grega. O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o poder de Xangô, corta em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada. Segundo Pierre Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado em Creta. Assim como Zeus, é uma divindade ligada à força e à justiça, detendo poderes sobre os raios e trovões, demonstrando nas lendas a seu respeito, uma intensa atividade amorosa.
Outra informação de Pierre Verger especifica que esse Oxé parece ser a estilização de um personagem carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao mesmo tempo, o duplo machado, e lembra, de certa forma a cerimônia chamada ajerê, na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro da qual queima um fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é simulado.
Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar pelas paixões e pelos destemperos, mas vital e capaz o suficiente para não servir apenas como consultor.
Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau relacionamento com a morte. Se Nanã é como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os espíritos de seres humanos mortos, Eguns, Xangô é que mais os detesta ou os teme. Há quem diga que, quando a morte se aproxima de um filho de Xangô, o Orixá o abandona, retirando-se de sua cabeça e de sua essência, entregando a cabeça de seus filhos a Obaluaiê e Omulu sete meses antes da morte destes, tal o grau de aversão que tem por doenças e coisas mortas.
Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao seu culto, mas praticamente todos aceitam como preceito que um filho que seja um iniciado com o Orixá na cabeça, não deve entrar em cemitérios nem acompanhar a enterros.
Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô.
Xangô teria como seu ponto fraco, a sensualidade devastadora e o prazer, sendo apontado como uma figura vaidosa e de intensa atividade sexual em muitas lendas e cantigas, tendo três esposas: Obá, a mais velha e menos amada; Oxum, que era casada com Oxossi e por quem Xangô se apaixona e faz com que ela abandone Oxossi; e Iansã, que vivia com Ogum e que Xangô raptou.
No aspecto histórico Xangô teria sido o terceiro Aláàfin Oyó, filho de Oranian e Torosi, e teria reinado sobre a cidade de Oyó (Nigéria), posto que conseguiu após destronar o próprio meio-irmão Dada-Ajaká com um golpe militar. Por isso, sempre existe uma aura de seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô.
Conta a lenda que ao ser vencido por seus inimigos, refugiou-se na floresta, sempre acompanhado da fiel Iansã, enforcou-se e ela também. Seu corpo desapareceu debaixo da terra num profundo buraco, do qual saiu uma corrente de ferro - a cadeia das gerações humanas. E ele se transformou num Orixá. No seu aspecto divino, é filho de Oxalá, tendo Yemanjá como mãe.
Xangô também gera o poder da política. É monarca por natureza e chamado pelo termo obá, que significa Rei. No dia-a-dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos, lideranças sindicais, associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos políticos, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.
Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa. É a rigidez, organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de vencer. Também o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a pena; o respeito pelo Rei é mais importante que o medo.
Xangô é um Orixá de fogo, filho de Oxalá com Yemanjá. Diz a lenda que ele foi rei de Oyó. Rei poderoso e orgulhoso e teve que enfrentar rivalidades e até brigar com seus irmãos para manter-se no poder.


Características

Cor

Marrom (branco e vermelho)

Fio de Contas


Marrom leitosa

Ervas


Erva de São João, Erva de Santa Maria, Beti Cheiroso, Nega Mina, Elevante, Cordão de Frade, Jarrinha, Erva de Bicho, Erva Tostão, Caruru, Para raio, Umbaúba. (Em algumas casas: Xequelê)

Símbolo


Machado

Pontos da Natureza


Pedreira

Flores


Cravos Vermelhos e brancos

Essências


Cravo (flor)

Pedras


Meteorito, pirita, jaspe.

Metal


estanho

Saúde


fígado e vesícula

Planeta


Júpiter

Dia da Semana


Quarta-Feira

Elemento


Fogo

Chacra


cardíaco

Saudação


Kaô Cabecile (Opanixé ô Kaô)

Bebida


Cerveja Preta

Animais


Tartaruga, Carneiro

Comidas


Agebô, Amalá

Numero


12

Data Comemorativa


30 de Setembro

Sincretismo:


São José, Santo Antônio, São Pedro, Moisés, São João Batista, São Gerônimo.

Incompatibilidades:


Caranguejo, Doenças

Qualidades:


Dadá, Afonjá, Lubé, Agodô, Koso, Jakuta, Aganju, Baru, Oloroke, Airá Intile, Airá Igbonam, Airá Mofe, Afonjá, Agogo, Alafim


Atribuições

Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo



As Características Dos Filhos De Xangô

Para a descrição dos arquétipos psicológico e físico das pessoas que correspondem a Xangô, deve-se ter em mente uma palavra básica: Pedra. É da rocha que eles mais se aproximam no mundo natural e todas as suas características são balizadas pela habilidade em verem os dois lados de uma questão, com isenção e firmeza granítica que apresentam em todos os sentidos.
Atribui-se ao tipo Xangô um físico forte, mas com certa quantidade de gordura e uma discreta tendência para a obesidade, que se ode manifestar menos ou mais claramente de acordo com os Ajuntós (segundo e terceiro Orixá de uma pessoa). Por outro lado, essa tendência é acompanhada quase que certamente por uma estrutura óssea bem-desenvolvida e firme como uma rocha.
Tenderá a ser um tipo atarracado, com tronco forte e largo, ombros bem desenvolvidos e claramente marcados em oposição à pequena estatura;
A mulher que é filha de Xangô, pode ter forte tendência à falta de elegância. Não que não saiba reconhecer roupas bonitas - tem, graças à vaidade intrínseca do tipo, especial fascínio por indumentárias requintadas e caras, sabendo muito bem distinguir o que é melhor em cada caso. Mas sua melhor qualidade consiste em saber escolher as roupas numa vitrina e não em usá-las. Não se deve estranhar seu jeito meio masculino de andar e de se portar e tal fato não deve nunca ser entendido como indicador de preferências sexuais, mas, numa filha de Xangô é um processo de comportamento a ser cuidadosamente estabelecido, já que seu corpo pode aproximar-se mais dos arquétipos culturais masculinos do que femininos; ombros largos, ossatura desenvolvida, porte decidido e passos pesados, sempre lembrando sua consistência de pedra.

Em termos sexuais, Xangô é um tipo completamente mulherengo. Seus filhos, portanto, costumam trazer essa marca, sejam homens, sejam mulheres (que estão entre as mais ardentes do mundo). Os filhos de Xangô são tidos como grandes conquistadores, são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assume papel importante em sua vida.
São honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, porque para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito desejo.
Psicologicamente, os filhos de Xangô apresentam uma alta dose de energia e uma enorme auto-estima, uma clara consciência de que são importantes, dignos de respeito e atenção, principalmente, que sua opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos - consciência essa um pouco egocêntrica e nada relacionada com seu real papel social. Os filhos de Xangô são sempre ouvidos; em certas ocasiões por gente mais importante que eles e até mesmo quando não são considerados especialistas num assunto ou de fato capacitados para emitir opinião.
Porém, o senhor de engenho que habita dentro deles faz com que não aceitem o questionamento de suas atitudes pelos outros, especialmente se já tiverem considerado o assunto em discussão encerrado por uma determinação sua. Gostam portanto, de dar a última palavra em tudo, se bem que saibam ouvir. Quando contrariados porém, se tornam rapidamente violentos e incontroláveis. Nesse momento, resolvem tudo de maneira demolidora e rápida mas, feita a lei, retornam a seu comportamento mais usual.
Em síntese, o arquétipo associado a Xangô está próximo do déspota esclarecido, aquele que tem o poder, exerce-o inflexivelmente, não admite dúvidas em relação a seu direito de detê-lo, mas julga a todos segundo um conceito estrito e sólido de valores claros e pouco discutíveis. É variável no humor, mas incapaz de conscientemente cometer uma injustiça, fazer escolha movido por paixões, interesses ou amizades.
Os filhos de Xangô são extremamente enérgicos, autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável.
Cozinha ritualística

Caruru
Afervente o camarão seco, descasque-o e passe na máquina de moer. Descasque o amendoim torrado, o alho e a cebola e passe também na máquina de moer. Misture todos esses ingredientes moídos e refogue-os no dendê, até que comecem a dourar. Junte os quiabos lavados, secos e cortados em rodelinhas bem finas. Misture com uma colher de pau e junte um pouco de água e de dendê em quantidade bastante para cozinhar o quiabo. Se precisar, ponha mais água e dendê enquanto cozinha. Prove e tempere com sal a gosto. Mexa o caruru com colher de pau durante todo o tempo que cozinha. Quando o quiabo estiver cozido, junte os camarões frescos cozidos e o peixe frito (este em lascas grandes), dê mais uma fervura e sirva, bem quente.

Ajebô
Corte os quiabos em rodelas bem fininhas em uma Gamela, e vá batendo eles como se estivesse ajuntando eles com as mãos, até que crie uma liga bem Homogênea.

Rabada
Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas,
junte a rabada cozida. Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.
Lendas de Xangô



A Justiça de Xangô
Certa vez, viu-se Xangô acompanhado de seus exércitos frente a frente com um inimigo que tinha ordens de seus superiores de não fazer prisioneiros, as ordens era aniquilar o exército de Xangô, e assim foi feito, aqueles que caiam prisioneiros eram barbaramente aniquilados, destroçados, mutilados e seus pedaços jogados ao pé da montanha onde Xangô estava. Isso provocou a ira de Xangô que num movimento rápido, bate com o seu machado na pedra provocando faíscas que mais pareciam raios. E quanto mais batia mais os raios ganhavam forças e mais inimigos com eles abatia. Tantos foram os raios que todos os inimigos foram vencidos. Pela força do seu machado, mais uma vez Xangô saíra vencedor. Aos prisioneiros, os ministros de Xangô pediam os mesmo tratamento dado aos seus guerreiros, mutilação, atrocidades, destruição total. Com isso não concordou com Xangô.
- Não! O meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça, eram guerreiros cumprindo ordens, seus líderes é quem devem pagar!
E levantando novamente seu machado em direção ao céu, gerou uma série de raios, dirigindo-os todos, contra os líderes, destruindo-os completamente e em seguida libertou a todos os prisioneiros que fascinados pela maneira de agir de Xangô, passaram a segui-lo e fazer parte de seus exércitos.

A Lenda da Riqueza de Obará
Eram dezesseis irmãos, Okaram, Megioko, Etaogunda, Yorossum, Oxé, Odí, Edjioenile, Ossá, Ofum, Owarin, Edjilaxebora, Ogilaban, Iká, Obetagunda, Alafia e Obará. Entre todos Obará era o mais pobre, vivendo em uma casinha de palha no meio da floresta, com sua vida humilde e simples.
Um dia os irmãos foram fazer a visita anual ao babalaô para fazer suas consultas, e prontamente o babalaô perguntou: Onde está o irmão mais pobre? Os outros irmão disseram-lhe que avia se adoentado e não poderia comparecer, mas na verdade eles tinham vergonha do irmão pobre. Como era de costume o babalaô presenteou a cada irmão com uma lembrança, simples, mas de coração e após a consulta foram todos a caminho de casa. Enquanto caminhavam, maldiziam o presente dado pelo babalaô, Morangas? Isso é presente que se dê? Abóboras? .
A noite se aproximava e a casa de Obará estava perto, resolveram então passar a noite lá. Chegando a casa do irmão, todos entraram e foram muito bem recebidos, Obará pediu a esposa que preparasse comida e bebida a todos, e acabaram com tudo o que havia para comer na casa. O dia raiando os irmãos foram embora sem agradecer, mas antes lhe deixaram as abóboras como presente, pois se negavam a come-las.
Na hora do almoço, a esposa de Obará lhe disse que não havia mais nada o que comer, apenas as abóboras que não estavam boas, mas Obará pediu-lhe que as fizesse assim mesmo. Quando abriram as abóboras, dentro delas haviam várias riquezas em ouro e pedras preciosas e Obará prosperou.
Tempos depois, os irmãos de Obará passavam por tempos de miséria, e foram ao Babalaô para tentar resolver a situação, ao chegar lá escutaram a multidão saldando um príncipe em seu cavalo branco e muitos servos em sua comitiva entrando na cidade, quando olharam para o príncipe perceberam que era seu irmão Obará e perguntaram ao Babalaô como poderia ser possível e ele respondeu: Lembram-se das abóboras que vos dei, dentro haviam riquezas em pedras e ouro mas a vaidade e orgulho não vos deixaram ver e hoje quem era o mais pobre tornou-se o mais rico.
Foram então os irmãos ao palácio de Obará para tentar recuperar as abóboras e lá chegando, disseram a Obará que lhes devolvessem as Abóboras e Obará assim o fez, mas antes esvaziou todas e disse: Eis aqui meus irmãos, as abóboras que me deram para comer, agora são vocês que as comerão. E quando o babalaô em visita ao palácio de Obará lhe disse: Enquanto não revelares o que tens, tu sempre terás. E foi assim que se explica o motivo que quem carrega este Odú não pode revelar o que tem pois corre o risco de perder tudo, como os irmãos de Obará!

LENDAS DE XANGÔ

Xangô cumpre a promessa feita a Oxum

Quando Xangô pediu Oxum em casamento, ela disse que aceitaria com a condição de que ele levasse o pai dela, Oxalá, nas costas para que ele, já muito velho, pudesse assistir ao casamento. Xangô, muito esperto, prometeu que depois do casamento carregaria o pai dela no pescoço pelo resto da vida; e os dois se casaram. Então, Xangô arranjou uma porção de contas vermelhas e outra de contas brancas, e fez um colar com as duas misturadas. Colocando-o no pescoço, foi dizer a Oxum: “- Veja, eu já cumpri minha promessa. As contas vermelhas são minhas e as brancas, de seu pai; agora eu o carrego no pescoço para sempre.”

(2)
Xangô torna-se Orixá

Xangô vivia em seu reino com suas 3 mulheres ( Iansã, Oxum e Obá ), muitos servos, exércitos, gado e riquezas. Certo dia, ele subiu num morro próximo, junto com Iansã; ele queria testar um feitiço que inventara para lançar raios muito fortes. Quando recitou a fórmula, ouviu-se uma série de estrondos e muitos raios riscaram o céu. Quando tudo se acalmou, Xangô olhou em direcção à cidade e viu que seu palácio fora atingido. Ele e Iansã correram para lá e viram que não havia sobrado nada nem ninguém. Desesperado, Xangô bateu com os pés no chão e afundou pela terra; Iansã o imitou. Oxum e Obá viraram rios e os 4 se tornaram Orixás.

(3)
Xangô é condenado por Oxalá comer como os escravos

Airá, aquele que se veste de branco, foi um dia às terras do velho Oxalá para levá-lo à festa que faziam em sua cidade. Oxalá era velho e lento, Por isso Airá o levava nas costas. Quando se aproximavam do destino, vira a grande pedreira de Xangô, bem perto de seu grande palácio. Xangô levou Oxalufã ao cume, para dali mostrar ao velho amigo todo o seu império e poderio. E foi lá de cima que Xangô avistou uma belíssima mulher mexendo sua panela. Era Oiá! Era o amalá do rei que ela preparava!
Xangô não resistiu à tamanha tentação. Oiá e amalá! Era demais para a sua gulodice, depois de tanto tempo pela estrada. Xangô perdeu a cabeça e disparou caminho abaixo, largando Oxalufã em meio às pedras, rolando na poeira, caindo pelas valas. Oxalufã se enfureceu com tamanho desrespeito e mandou muitos castigos, que atingiram diretamente o povo de Xangô.
Xangô, muito arrependido, mandou todo o povo trazer água fresca e panos limpos. Ordenou que banhassem e vestissem Oxalá. Oxalufã aceitou todas as desculpas e apreciou o banquete de caracóis e inhames, que por dias o povo lhe ofereceu. Mas Oxalá impôs um castigo eterno a Xangô. Ele que tanto gosta de fartar-se de boa comida.
Nunca mais pode Xangô comer em prato de louça ou porcelana. Nunca mais pode Xangô comer em alguidar de cerâmica. Xangô só pode comer em gamela de pau, como comem os bichos da casa e o gado e como comem os escravos.



Xangô

Xangô traz nas mãos o Oxé, machado de dois lados representando o peso igual nos julgamentos. Traz também o xerém, espécie de chocalho usado para dispertar a ira dos raios e das trovoadas.


Página Inicial

XANGÔ – O Rei do Trovão



Orixá de grande valia e importância nos Cultos Afro-Brasileiros, tem alguns cultos que levam o seu próprio nome, tamanha a popularidade deste Orixá. Divide com Ogum a popularidade e o respeito dos fiéis, tanto nos Candomblés (diversas nações) como na Umbanda. Xangô foi o grande Obá (rei) da cidade de Oyó, representando, na linha de sucessão, seu quarto alafin (segundo fontes fidedignas). Ele fez sua passagem pela Terra por volta de 1450 a. C., filho de Oranian e Torossi. Governou com mãos de ferro, sendo, ao mesmo tempo, temido e adorado pelo povo. Muitas vezes comportou-se como tirano, na sua ânsia pelo poder. Alguns relatos afirmam que Xangô destronou seu próprio irmão, Dadá-Ajanká, para tomar o seu lugar. É o orixá das pedreiras, das terras áridas e das rochas. Seu elemento é o fogo, dominando também o raio e o trovão. O metal a que pertence é o cobre. Possui, como símbolo da natureza, a pedra de raio, que se cria quando um raio cai na terra. Sua ferramenta principal é o Oxé, ou machado duplo, simbolizando a imparcialidade na hora da justiça. Carrega também o Xerém, espécie de cabaça que é usada por certas qualidades deste Orixá. Xangô detém um profundo conhecimento e ligação com as árvores, de onde provêm muitos de seus objetos de culto, como a gamela e o pilão. É muito violento, mas nunca gratuitamente. Quando provocado, castiga seus inimigos sem piedade, sendo implacável nas guerras de conquista, atividade que exerce com maestria. Se for necessário, Xangô usa seus poderes de feitiçaria para destruir o inimigo. Como grande amante da justiça, é imparcial em suas ações, usando toda sua autoridade para resolver as mais difíceis questões, tarefa que ninguém gosta de fazer. Sempre podemos recorrer a ele quando nos defrontarmos com questões litigiosas ou problemas jurídicos. Segundo a mitologia africana, um traço marcante desse orixá é o fato de se fazer notar, sendo muito atraente e vaidoso. Ele teve várias uniões com outros orixás, como Oxum, Obá e Iansã, que era sua prima e esposa predileta. Diz a tradição de lendas que Xangô tem medo da morte, pelo fato de abandonar a cabeça (ou ori) de seus filhos de santo. Orixá poderoso que não teme nada, não suportanto o frio que emana de um corpo sem vida. Xangô possui a energia do fogo, que irradia calor e possibilita a existência da vida. A morte e o frio são contrários à sua essência. Nos meses de junho, mantém-se uma tradição festiva, que são as famosas fogueiras de Xangô, feitas em sua homenagem. Xangô é um orixá que teve vontade de experimentar a criação divina, ou seja, ele quis nascer e viver aqui na Terra. Como foi dito no início, existiu um rei, na cidade de Oyó, que era muito poderoso, sendo identificado como a energia Xangô. São Gerônimo (Agodô) é o sincretismo mais conhecido deste Orixá. São Pedro (Alafim), São João Batista (Xangô do Ouro ou Xangô menino) e São José (Agaju) também são qualidades de Xangô. Embora alguns estudiosos dão também como sincretismo São Miguel e São Gabriel. Orixá presente em todas as feituras de casas de santo, tem no axé da casa a sua Pedra Sagrada conhecida como “Okanixé”. Outras qualidades de Xangô são: Abomi, Alufam, Airá, Echê e Ibaru. Esta sentado no meio de 12 ministros chamados (obagues) que seriam seus ministros. Os ministros da direita absolvem enquento os da esquerda condenam. Para o contexto Umbandista, Xangô mora no alto de uma pedreira, e carrega o livro sagrado (as escrituras) e as Sete Chaves da Sabedoria. Xangô controla todas as forças naturais por intermédio dos astros, é conhecido como o Rei dos Astros. Vive no seu castelo, além do seu criado Oxumarê (quando o arco-irís aparece, significa que Oxumarê veio a Terra e está levando água ao Reino de Xangô), tem como servos Biri (as trevas) e Afefe (o vento). Nos candomblé dança com suas cores rituais que são o vermelho, branco e marrom. Algumas qualidades trazem na cabeça um gorro na cor vermelha. Conta uma lenda que explica o fato de Xangô e Iansã deterem ao mesmo tempo o poder do fogo. Vivia Xangô no reino de Oió e ouviu dizer de um certo mago que vivia num reino distante que tinha uma poção capaz de fazer com que aquele que a tomasse, pudesse cuspir fogo e Ter o domínio sobre os raios e as tempestadades. Xangô muito ocupado, manda Iansã até o Reino viziho para pegar a tal poção. Lá chegando Iansã pega a tal poção e é avisada pelo mago para que não ousasse beber tal composto. No caminho, Iansã sente uma sede muito grande e não resistindo toma parte da poção. Chegando ao Reino de Oió, é perguntada por Xangô sobre o sucesso da viagem. Sem esperar, no ato da resposta Iansã fala com labaredas de fogo saindo pela boca. Xangô irado, manda Iansã embora, mas sabendo que a partir daquele dia teria Iansã como companheira dos raios e trovões.



O Arquétipo dos seus filhos



Assim como o orixá, seus filhos são amantes da justiça, agindo com muita imparcialidade, podendo ser excelentes profissionais ligados à área jurídica. Podem também exercer cargos dentro do exército ou do governo, devido às suas qualidades de autoridade e comando. Sabem, como ninguém, administrar seu patrimônio, não deixando que nada escape ao seu controle. Embora não admitam, também gostam de controlar as despesas dos membros de sua família, mas não deixa que nada lhes falte. Fisicamente são fortes, com discreta tendência à obesidade. Geralmente, são de média ou baixa estatura, com estrutura óssea bem desenvolvida e, quase sempre, desprovidos de nádegas. Seus filhos podem ser identificados pelo forte timbre de voz, assemelhando-se ao barulho do trovão. São honestos e sinceros em seus relacionamentos, mas dificilmente fiéis. Têm a fama de mulherengos. Apresentam alta dose de energia, auto-estima e egocentrismo. Possuem uma postura nobre e hábitos aristocráticos, gostando de dar a última palavra em tudo. Seu humor é variável, sendo incapazes de cometer injustiças.



O Culto ao Orixá



Para se entender o culto aos Orixás, é necessário conhecer o significado da palavra: o orixá é a força da natureza divinizada. De acordo com as lendas Yorubás, os orixá vieram do Orum para o Ayé (do céu para a terra). Tiveram corpo físico na Terra por algum tempo, com vida semelhante à dos homens. Depois voltaram em definitivo para o Orum, deixando para os homens as instruções de como seriam cultuados futuramente. Xangô é cultuado as quartas-feiras com Iansã e com Oxumarê. No Brasil é Orixá de alta patente, tendo em Alagoas e em Sergipe significado de Casa de Santo ou terreiro. Seu cardápio sagrado é constituído de Abô (carneiro), Akukó (galo), Etu (galinha). Seu animal sagrado é o Ajapá (cágado). Uma das comidas mais conhecidas deste Orixá é o Amalá, espécie de pirão de farinha com carne misturado com quiabos, colocado na gameleira e enfeitado com certo numero de quiabos (em geral 12) mais pode variar de acordo com o intuito e com a qualidade. Sua filiação seria Oxalá e Yemanjá. Sua área de atuação seria a justiça e todas as causas que dependem de certa atenção. Está presente também na proteção de catátrofes e tragédias. Sua bebida é o aluá ou a cerveja preta. Suas contas são de cor marrom. Sua saudação é Kaô Kabecile!!!

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Xangô era rei de Oió, o mais temido e respeitado de todos os reis. Mesmo assim, um dia seu reino foi atacado por uma grande
quantidade de guerreiros que invadiram a cidade violentamente, destruindo tudo e matando soldados e moradores numa tremenda fúria assassina. Xangô reagiu e lutou bravamente durante semanas. Um dia, porém, percebeu que a guerra tornara-se um caminho sem volta. Já havia perdido muitos soldados e a única saída seria entregar sua coroa aos inimigos. Resolveu então procurar por Orunmilá e pedir-lhe um conselho para evitar a derrota quase certa. O adivinho mandou que ele subisse uma pedreira e lá aguardasse, pois receberia do céu a iluminação do que deveria ser feito. Xangô subiu e quando estava no ponto mais alto do terreno foi tomado de extrema fúria. Pegando seu oxê, machado de duas lâminas, começou a quebrar as pedras com grande violência. Estas ao serem quebradas, lançavam raios tão fortes que em instantes transformaram-se em enormes línguas de fogo que, espalhando-se pela cidade, mataram uma grande quantidade de guerreiros inimigos. Os que restaram, apavorados, procuraram os soldados de Xangô e renderam-se imediatamente pedindo clemência. Levados até ao rei, os presos elegeram um emissário para servir-lhes de porta voz. O homem escolhido foi logo se atirando aos pés de Xangô. Desculpou-se pedindo perdão. Humilhando-se, explicou que lutavam, não por vontade própria, e sim forçados por um monarca, vizinho de Oió, que tinha um grande ódio de Xangô e os martirizava impiedosamente. Xangô, altamente perspicaz, enxergou nos olhos do guerreiro que ele falava a verdade e perdoou a todos, aceitando-os como súditos de seu reino. Assim tornou-se conhecido como o orixá justiceiro que perdoa quando defrontado com a verdade, mas que queima com seus raios os mentirosos e delinqüentes.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

OUTRA LENDA DE OYÁ E OGUN


Oiá sopra a forja de Ogum e cria o vento e a tempestade

Oxaguiã estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear.

Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente. Oxaguiã pediu a seu amigo Ogum urgência, Mas o ferreiro já fazia o possível.

O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Osaguiã que Oyá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar a fabricação.

Oyá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado de calor derretia o ferro mais rapidamente.

Logo Ogum pode fazer muitas armas e com as armas Oxaguiã venceu a guerra. Oxaguiã veio então agradecer Ogum . E na casa de Ogum enamorou-se de Oyá.

Um dia fugiram Oxaguiã e Oyá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Oxaguiã voltou à guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, Oyá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Osaguiã, onde vivia, Oyá soprava em direção à forja de Ogum .

E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiã da de Ogum . E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas com furor atiçava.

E o povo se acostumou com o sopro de Oyá cruzando os ares e logo o chamou de vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oyá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oyá e o povo chamava a isso tempestade.

AXÉ BOBÓ

"Em julho de 1993 o Candomblé lamentou a morte de José Bispo dos Santos, um dos maiores responsáveis pela introdução da religião dos Orixás no Sudeste, especialmente em São paulo. tornou-se famoso com o apelido de bobó de Iansã e em 1948 era citadi por Edson Carneiro no livro Candomblés da Bahia entre os babalorixás que vinham adquirindo sucesso na cidade de Salvador.

Iniciado aos quatro anos de idade pela eminente ialorixá Cotinha de Ewá, Pai Bobó honrou até os últimos dias a Casa de Oxumaré, não obstante suas estreitas ligações com o Gantois, pois Zezinho - como o chamava Mãe Menininha - não se furtava dos conselhos da grande mãe-de-santo, que ele adorava tanto, que no dia 13 de agosto de 1986, quando Mãe Menininha faleceu, entre lágrimas, fez o solene juramento de jamais voltar à Bahia. E cumpriu. A Bahia, contudo, vinha até Pai Bobó: tantos ogans e matronas do Gantois, Mãe Nilzete de Iemanjá, então ialorixá do Axé oxumaré, não perdiam as festas de Iansã, que levavam milhares de pessoas ao litoral paulista, mais especificamente à cidade do Guarujá, onde Pai Bobó plantou seu axé,.

Pai Bobó deixou Salvador em 1950. Veio primeiramente para o Rio de janeiro e por alguns anos esteve ao lado de Joãozinho da Goméia, auxiliando-o nas funções sacerdotais. Já em São paulo, em 1957, fundou o Ilê Oyá Mesan Orun, na cidade de Santos, comprrovadamente o primeiro Candomblé do Estado. Os atabaques que bateram o primeiro Candomblé de São paulo foram presentes de Pai Baiano (Waldemiro de Xangô) e até hoje ecoam nas noites do litoral.

iniciou milhares de filhos-de-santo em São Paulo, sem contar os que o acompanharam da Bahia. Não se furtava a subir a serra e ajudar seus inúmeros filhos com casa aberta a fazer seus Candomlés. Pai Bobó era um homem bom, que sabia respeitar o espaço do outro e tinha sempre uma palavra de carinho e conforto para seus filhos e para todos os que o procuravam. No dia de seu enterro, uma multidão vestida de branco invadiu as ruas da cidade e lamentou a falta de um dos grandes nomes da religião, que para sempre será lembrado, pois foi amado e respeitado por todos.

Oiá é o vento que espanta a morte, a ventania que balança as folhas, que enverga a palmeira real e faz seu topo tocar o chão. Quando da morte de seus filhos, ela se manifesta. Quem não viu Iansã no enterro de pai Bobó? Todos, naquela triste manhã de um dia triste, viram Oiá abrindo os caminhos para o féretro. A cada caminho que cruzava - três passos adiante, três passos para trás - um vento forte zunia na boca do dia. Oya Gueré a unló, cantavam tristes seus irmãos, seus filhos e os filhos de seus filhos, mas cantavam. As árvores, as mesmas que o apoiaram em seus passos lentos, curvavam-se numa última saudação; suas folhas formavam um tapete para o cortejo, e a cada encruzilhada - três passos adiante, três passos para trás - erguiam-se e voavam em círculo. A multidão de branco, pano-da-costa nos ombros, pêlos erguidos pelo corpo, lamentava - mas cantava: adola, Oyá Gueré a unló. Caminhando contra ventania, a multidão é lenta e parece não querer chegar, mas chega - três passos adiante, três passos para trás - e preenche o vácuo da terra, e cada um naquela alva multidão se esvazia um pouco: adola, Oyá Gueré a unló.

Na história do Candomblé de São Paulo, Pai bobó escreveu um capítulo inteiro. Hoje existem os que maldizem Pai Bobó, os mesmos que muitas vezes comeram de sua comida e lhe pediram ensinamentos e explicações.

Mas Iansã também sabe ser justa, e este ano promete ser o ano da retomada do crescimento do Ilê Oiá Mesan Orum, pois seus filhos e filhas estão dispostos a trabalhar para que a casa assuma o seu papel de referência e reconquiste o respeito de todos os adeptos do Candomblé. A festa de iansã deste ano promete ser um marco, o início de uma nova etapa loriosa para este Candomblé que é o pioneiro em São paulo e, portanto, merece ser preservado.

Pai bobó, orgulhoso, verá seu nome honrado por seus filhos e filhas, que retornarão ao Axpe e provarão a todos que jamais se esquecerão do grande homem que ele foi, de seu amor e de sua bondade. Nenhum homem poderá destruir o que Iansã construiu, pai bobó viverá para sempre na memória de seus filhos e em cada canto de seu glorioso Axé e na casa de seus filhos, que o amam e respeitam pelo grande pai que foi e continua sendo."

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